quinta-feira, 31 de maio de 2012

Raposinhos

Por vezes a vida prega-nos partidas, mas nem sempre no mau sentido do termo. A noite passada, indo eu o meu amigo Soares Teodoro em busca do Noitibó (uma ave nocturna) para o fotografar e depois de percorridos alguns quilómetros pela nossa "coutada" regional, que, grosso modo, abarca os concelhos de Peniche, Óbidos e Bombarral, eis que nos surge esta grata surpresa pela frente à beira de um caminho rural para as bandas da Lagoa de Óbidos. 

Enfim, Noitibós acabámos por ouvir alguns e esvoaçar outros, mas nunca de feição a fotografá-los. No regresso, quando já dávamos praticamente por perdida a jornada nocturna, quis o destino premiar-nos a noite com alguns simpáticos raposinhos, das quais fizemos o registo possível, ajudados pelos faróis da viatura e por um pequeno projector auxiliar. 

 Entre as peripécias da noite, de referir a minha “atrapalhação” a instalar o flash externo que se recusava a disparar (e muito bem) devido ao mau contacto que na escuridão total do interior da viatura me era impossível estabelecer. Danado com o facto, pois perderam-se algumas ocasiões excelentes de fotografar estes belos espécimes, lá tive de voltar à primeira forma e servir-me do “pobre” flash integrado… com a inerente perda de qualidade das imagens. 

Como (eu e o Teodoro) usámos e abusámos dos faróis e do projector ligado à tomada do isqueiro, na ânsia de captar o maior número de fotografias, e uma vez que o fizemos com o motor da viatura desligado, quando já nos dávamos por satisfeitos… e as raposas, como é evidente, já tinham “cavado”… o carro recusou-se a pegar por ter a bateria esgotada. Que remédio senão empurrá-lo “largos metros” até à próxima inclinação para conseguir que o “fiel” amigo aceitasse pegar de empurrão.